Nuvem nº 3
Estava verde…e enquanto eu flutuava, no meio do ruidoso silêncio, conseguia escutar o chocalhar das pedras junto à costa…
Estava verde…sem ondas, semelhante à ria, sereno e algo poluído…
Estava verde…um peixe morto, meio enterrado na areia despertou a minha atenção…tão perto do seu meio onde vive e ao mesmo tempo tão longe…
Estava verde…e agitava…um simples “símbolo” que faz tanta diferença, que faz pensar nas nossas decisões, que nos faz pensar duas vezes…infelizmente por vezes…não pensamos o suficiente…
Estava verde...não…amarelo…brilhava…eram brancas e preenchiam o azul…
Dei por mim a pensar: “o que é que estou aqui a fazer?”…a olhar para o verde…a olhar para o azul…a olhar para o branco…não…muito mais que isso…estava a sentir o verde, a sentir o azul e a sentir o branco…a respirar o verde, o azul e o branco…
Estava verde…mas no meio do verde…estendia-se um caminho…a sua cor? Não sei distinguir…seria branco? Seria prateado? Não sei…gosto de o imaginar simplesmente como um caminho…Não! O caminho! Para onde irá? De onde virá? Será possível percorrê-lo? Gosto de imaginar que sim…a sua luminosidade cega-me mas aquece…
Estava verde…e mergulhei.
Estava verde…sem ondas, semelhante à ria, sereno e algo poluído…
Estava verde…um peixe morto, meio enterrado na areia despertou a minha atenção…tão perto do seu meio onde vive e ao mesmo tempo tão longe…
Estava verde…e agitava…um simples “símbolo” que faz tanta diferença, que faz pensar nas nossas decisões, que nos faz pensar duas vezes…infelizmente por vezes…não pensamos o suficiente…
Estava verde...não…amarelo…brilhava…eram brancas e preenchiam o azul…
Dei por mim a pensar: “o que é que estou aqui a fazer?”…a olhar para o verde…a olhar para o azul…a olhar para o branco…não…muito mais que isso…estava a sentir o verde, a sentir o azul e a sentir o branco…a respirar o verde, o azul e o branco…
Estava verde…mas no meio do verde…estendia-se um caminho…a sua cor? Não sei distinguir…seria branco? Seria prateado? Não sei…gosto de o imaginar simplesmente como um caminho…Não! O caminho! Para onde irá? De onde virá? Será possível percorrê-lo? Gosto de imaginar que sim…a sua luminosidade cega-me mas aquece…
Estava verde…e mergulhei.

1 Comments:
E não me contendo, mergulhei. Estava verde, como o fundo do oceano esta quando o sol já cansado se deita e ilumina o abismo de forma a que só ele o desfrute. De forma que o verde se transforma em azul e o azul em preto. Estava verde… e mergulhei. Mergulhei num mar infinito que se transformou em azul. Azul como uma cor conhecida. Como uma cor amiga da qual me revejo no infinito. Mas o infinito criou a barreira de eu não poder ver e assim o azul que tanto estimo passou a ser preto. Preto porque o sol já não ilumina o abismo. Preto porque esta cor me conforta. De noite entre o branco das estrelas lá esta ele, o preto a suportar todas as constelações que o nosso olho alcança. Hoje não vejo esse céu. Hoje mergulhei para o abismo. Estava verde mas eu queria o preto e por isso não hesitei. Mergulhei para onde a minha pessoa não existe porque serei apenas mais um ponto preto num fundo preto. Hoje esse lugar conforta-me. Hoje sinto-me em casa… mergulhei porque quis.
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